Checksum de centrais de injeção eletrônica

A memória não volátil (que não apaga ao desligar a energia) de uma central de injeção eletrônica representa um papel vital no sistema, pois é nela que são armazenados os mapas de injeção e ignição, entre outras informações importantes.

Caso os dados nessa memória sejam minimamente comprometidos, o sistema pode apresentar avaria com comportamentos inesperados.

O Checksum (tradução “soma de verificação”) de uma central de injeção eletrônica é um código em hexadecimal criado especificamente com o objetivo de determinar a integridade dos dados da memória da central, ajudando assim a determinar problemas com os dados armazenados.

O Checksum é obtido calculando a soma de todos os dados armazenados na memória não volátil (EPROM ou FLASH) e anotando os últimos 4 caracteres hexadecimais.

Para checar se os dados de certa memória em questão estão íntegros (sem alteração), realiza-se novamente uma leitura da memória e o software de leitura fornecerá então a soma dos dados, obtendo assim seu novo checksum.

Então pode-se compará-lo ao checksum original da memória. Caso os checksums sejam iguais, é pouco provável que a memória tenha seu conteúdo alterado, porém caso sejam diferentes, a memória com toda certeza foi corrompida, e necessita ser corrigida.

Correção de checksum

Algumas centrais possuem conferência de checkusum por hardware, isto é, a própria central lê os dados, e verifica se a soma está integra.

Caso negativo acenderá a luz de anomalia e anotará um erro. Isto é bastante comum de ocorrer em sistemas de injeção que tenham sido remapeados.

Geralmente o remapeamento de centrais é feito com objetivos de conversão de combustível (de gasolina para álcool ou gás) ou mesmo repotenciação do motor. Para estes casos, softwares de correção de checksum são utilizados.

Esses softwares criam determinados valores em posições não usadas da memória, que quando somados aos demais dados da memória corrigem o checksum, isto é, fazem dar o mesmo valor do checksum original, enganando assim o hardware, fazendo o sistema “pensar” que os dados não foram alterados.

Memória Corrompida

Quando uma memória é corrompida, pode-se substituir a memória por uma nova (desejável no caso de EPROM) ou mesmo apagar a memória que foi corrompida e depois gravar um novo arquivo (não corrompido) para a memória.

Portanto, é importante sempre um bom banco de dados atualizado de arquivos íntegros de centrais. Sem os arquivos originais, não será possível recuperar a central.

As ferramentas utilizadas para a tarefa de gravar memórias variam para cada central, pois algumas centrais são trabalhadas através de interfaces (ST10, UPA, XPROG, OBD2, Galleto, etc) e outras através de Programador de Memórias, portanto é necessário

Usando Tabelas de Checksums

É muito comum a utilização de tabelas de checksum, que possuem geralmente o ano, modelo, marca e motorização do veículo, o modelo da central e seu checksum original.

Essas tabelas são úteis para a verificação se uma determinada memória de central está ou não corrompida. Um outro uso útil e menos comum é para identificar centrais a partir de seu checksum.

Por vezes consegue uma central em ferro-velho, de amigos ou leilão, porém a mesma encontra-se na maioria das vezes sem nenhuma identificação de qual veículo pertence. Partindo da premissa que a memória está integra, podemos ler o checksum da central desconhecida, e então basta consultarmos a tabela de checksums a procura de uma tenha o mesmo checksum.

Assim será possível obter os dados da central e do veículo a qual pertence a central.

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